quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Como deixar sua marca no mercado


por Stefi Maerker*


Fiz inúmeras entrevistas esta semana e uma coisa que me chamou atenção é o porquê algumas pessoas me impressionam e outras não.

Como exemplo, entrevistei pessoas que tiveram vivência internacional e, contrariamente ao que se esperava, não lucraram “tecnicamente” nada com esta vivência, ou seja, voltaram sem falar o idioma (normalmente o inglês), não tiveram contato com a cultura local, ficaram restritos a grupos de amigos ou  pessoas para as quais faziam algum tipo de serviço e se mantiveram longe de qualquer tipo de conhecimento que pudesse agregar algum valor à sua “marca”.

Fico pasma de ver como há pessoas que desperdiçam oportunidades. Profissionais que não percebem quando a oportunidade aparece e nem a fazem surgir. E, quando não veem retorno, reclamam. 

Por oposição, e foi isto que salvou há minha semana (mais exatamente o meu fim de tarde de sexta-feira), entrevistei uma profissional que me encantou. Inicialmente não fiquei impressionada com o seu currículo; a única coisa que me chamou atenção foram os períodos que ela morou fora do Brasil, sendo o último na Irlanda, onde permaneceu por mais de 3 anos.

Quando vi a candidata, também não tive nenhuma impressão especial, a não ser pelo seu sorriso – era luminoso. E, finalmente sua atitude simpática me chamou a atenção. Quando alguém tem um sorriso tão envolvente, uma maneira de falar tão objetiva e direta, deve haver algo mais.

E, não me enganei. Que maravilha descobrir uma pessoa brilhante. Vinda de uma estrutura simples, mas provavelmente onde os valores são muito estimados, fez dos seus objetivos um lema da vida. Aos 32 anos é casada, viajou para diversos países, dominou os dois idiomas que queria aprender – fala francês e Inglês lindamente – e ainda tem uma carreira estruturada.

Perguntei à minha candidata qual era o valor mais importante para ela – e ela olhou nos meus olhos e respondeu – ora, a vida!!!

E, conclui que aprendi mais uma lição – reconhecer as pessoas, percebê-las, senti-las e, principalmente admirá-las. Uma pessoa que eu tinha acabado de conhecer-me fez reconhecer a sua “marca”. De repente, senti como se a conhecesse há muito tempo. Meu respeito por ela e por seus conhecimentos ficou selado com a imagem que ela me transmitia – de confiança, pro atividade, credibilidade, tudo isto confirmado por uma experiência consistente, com convites da empresa na qual atuava antes de viajar para o exterior para retomar o trabalho com eles, o que só a qualificava ainda mais. 

Não era só o seu sorriso que era brilhante – ela também o era. E, pensando nela, tive mais certeza do quão importante é a “marca” que deixamos no mercado. Não importa quantos anos de experiência temos o que importa é como foram vivenciadas estas experiências, que lembranças deixaram nas pessoas envolvidas, que sentimentos e sensações geraram. 

Ter uma “marca” que deixa saudade é ser reconhecido por aquilo que o profissional é e sabe fazer bem. Pedi referências à minha candidata – ela meu deu dois ex-chefes – um está no Japão e o outro na França – muito bem, farei contatos internacionais. 

Ganhei o meu dia e há minha semana foi encerrada brilhantemente – conheci uma profissional que me deixou encantada com o seu sorriso, sua experiência, mas principalmente, por seu amor à vida e ao que se propõe a fazer. Passei a respeitá-la e a reconhecer a sua “marca” de ser uma profissional merecedora de reconhecimento pela sua capacidade. Vou recomendá-la e torcer para que tenha sucesso. E, com um valor adicional - amor à vida!!!!



*Stefi Maerker é Empresária, consultora, gestora de pessoas, conferencista e palestrante em eventos mundiais. Autora dos livros “Secretária–Uma Parceira de Sucesso”, 1999 e “Mulheres de Sucesso–Os segredos das mulheres que fizeram história”, 2000. Foi chairwoman e idealizadora dos Comitês de Secretárias e de Mulheres Executivas da Câmara Americana de São Paulo.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Nossas escolhas


por Stefi Maerker*


Assisti ontem a uma palestra proferida por um consultor muito conhecido e amigo de longa data - Eduardo Shinyashiki, que falou sobre liderança. O que mais ficou na minha alma e na memória foi o fato de que tudo depende das nossas escolhas.

E, a partir deste momento, passei a analisar todas as pequenas atitudes que todos fazemos naturalmente, mas que, sem exceção, são frutos da escolha.

Aplicado ao mercado de trabalho o assunto fica mais interessante ainda. E, por entrevistar pessoas, conhecer suas experiências e compartilhar das suas escolhas, pude tirar algumas conclusões. 

O que faz uma pessoa tomar esta ou aquela atitude, o que a faz ficar numa empresa ou ir para outra? Conversei com uma assessora que estava se queixando de que não podia continuar a estudar porque o chefe demandava que ela ficasse além do horário, o que a impedia de comparecer às aulas.

Eu disse a ela que o problema não era este. O problema era que ela escolheu ficar até mais tarde, porque era mais importante atender à demanda do executivo do que buscar conhecimento e que a escolha tida sido dela e não do chefe. Após alguns exercícios de raciocínio chegamos à conclusão – ela e eu, de que era realmente ela quem tinha feito a escolha. E aí, ela me justificou – pois é, eu até pensei em estudar, mas desisti este ano. Ah, bom, agora pelo menos podemos encarar a situação pelo verdadeiro ponto de vista e pensar no futuro. E é a partir deste ponto é que eu quero estudar minhas possibilidades - como quero planejar e programar minha vida, meu futuro, meu crescimento.

Lembro de uma ocasião, quando tinha filhos pequenos, de  ter desistido de uma posição de secretária de Vice-Presidência de uma grande empresa e que ficava a poucas quadras da minha casa, em razão do horário maluco que era obrigada a fazer. Fui trabalhar de outro lado da cidade – 21km da minha casa,  e fiquei muito feliz. Saia às 5 da tarde podia buscar as crianças nas atividades que faziam fazer supermercado e todas as outras coisas nas quais uma mulher que trabalha fica envolvida. 

Fiz a escolha certa? Sim, nos meus padrões, aquele momento era importante para minha família e para mim. E, hoje, como fica? Hoje estes padrões mudaram, os filhos já cresceram, estão fora de casa e os meus parâmetros são outros. Isto anula aquela decisão? Em hipótese alguma. A reforça e me dá liberdade de trabalhar hoje até as 8 da noite sem me culpar, porque meu referencial hoje é diferente de ontem.

Acho que, antes de qualquer escolha, precisamos verificar o que realmente queremos o que é mais importante, o que nós move para este ou aquele lado. Mas, para isto, teremos que ser honestos, enxergar coisas que, às vezes,  não queremos ver mas que sem as quais poderemos tomar decisões erradas.

As nossas decisões têm que ser tomadas racionalmente, mas é a alma que tem que ficar satisfeita. Ser e se tornar feliz é a missão mais alta que alguém pode desejar para si mesmo. Se conseguirmos incluir nosso trabalho nesta sensibilidade, seremos capazes de nos tornarmos profissionais competentes, reconhecidos e, mais do que tudo, pessoas felizes, que brilham no firmamento corporativo. 

E pessoas que brilham são únicas, aquelas que a gente não esquece que passam a ser nosso modelo e referencial.

E, não é isto que queremos ser? Se for afirmativa a sua resposta, pense em como vai fazer suas escolhas daqui para frente – só com a razão, só com coração, ou com ambos, para ser feliz?

Espero que a sua escolha seja a última. Boa sorte !!!!! Escolha bem. E, principalmente, seja feliz com o que escolheu.



* Stefi Maerker é Empresária, consultora, gestora de pessoas, conferencista e palestrante em eventos mundiais. Autora dos livros “Secretária–Uma Parceira de Sucesso”, 1999 e “Mulheres de Sucesso–Os segredos das mulheres que fizeram história”, 2000. Foi chairwoman e idealizadora dos Comitês de Secretárias e de Mulheres Executivas da Câmara Americana de São Paulo.

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terça-feira, 15 de junho de 2010

É preciso aprender a aprender


por Stefi Maerker*


Um dos conceitos mais procurados hoje no mercado de trabalho é a capacidade do profissional de se reinventar, de fazer diferente, de conhecer mais de trazer resultados inesperados. E, cada vez que olhamos para uma definição destas, questionamos – como fazer isto? Como ser capaz de reinventar-se a cada momento que passa sem perder as nossas características, a nossa base, a nossa forma de ser.

Acredito que este é um dos desafios da nossa era – reinventar-se sem perder a essência. Mas, para tanto, temos que ter em mente que seguiremos dois padrões – manter os nossos princípios e valores e mudar.

Para alcançar este desafio, uma das características mais importantes é aprender a aprender. Parece fácil, mas não é. Primeiramente, exige que tenhamos a capacidade de mudar e abandonar conceitos antigos em favor dos novos. E, quem diz que mudar é fácil, está mentindo. Mudar pode parecer desagradável porque traz uma sensação de desconforto, certo receio do desconhecido, contrário à sensação de acolhimento e calor dos procedimentos que já conhecemos.

E, é aí que reside o perigo: ficarmos nos padrões que já conhecemos. Sensação de calor e tranquilidade que temos ao fazer algo cujo resultado é esperado e alcançado. Sempre que isto acontecer, o profissional deve questionar o quê fazer mais, diferentemente do procedimento atual para atingir um resultado diferente e melhor. 

Reaprender não é fácil. Principalmente porque exige esquecer as formas antigas de trabalho e assumir novos padrões. Mas, o profissional que aprende a aprender, ganha autonomia que se baseia no equilíbrio das escolhas. Saber escolher também é uma competência muito apreciada no mercado de trabalho, assim como em nossa vida particular.

Todo sucesso depende desta competência – saber fazer as escolhas certas, visto que a velocidade da alteração dos processos e do conhecimento é muito grande. Não há mais tempo de rever nossos conceitos muitas vezes, as decisões precisam ser imediatas e para isto temos de estar em estado de prontidão.

É preciso desenvolver a sensibilidade e o feeling para ser capaz de assumir as melhores escolhas. E, para fazer estas escolhas corretamente é preciso acumular conhecimento ou, como diz Mário Sergio Cortella “dar empregabilidade ao conhecimento”.

Ou seja, não basta ser capaz de fazer escolhas, elas tem que ser bem feitas, tem de funcionar, de gerar resultado, de fazer e trazer mais do que o esperado.

E aí pensamos, é isto que é vida? Esta corrida louca, esta cobrança por mais e melhor? 

Penso que hoje o questionamento não deveria ser este, a vida e a correria frequente fazem parte da vida moderna – então como melhor aproveitá-las, como crescer, estar bem consigo mesmo e se sentir realizado dentro deste panorama?

Acho que se aceitarmos que a vida é um aprendizado eterno, estaremos no caminho que vai nos levar a uma melhora do contexto no qual estamos incluídos e do qual somos parte integrante. Não há como voltar atrás, que, aliás, é uma ação contraproducente. Só podemos ir para frente. Então, se é para tanto, que seja da melhor forma possível, crescendo, se desenvolvendo, aprendendo a aprender. 


Sempre.



*Stefi Maerker é Empresária, consultora, gestora de pessoas, conferencista e palestrante em eventos mundiais. Autora dos livros “Secretária–Uma Parceira de Sucesso”, 1999 e “Mulheres de Sucesso–Os segredos das mulheres que fizeram história”, 2000. Foi chairwoman e idealizadora dos Comitês de Secretárias e de Mulheres Executivas da Câmara Americana de São Paulo.

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