sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Parceria no Mercado de Trabalho


por Stefi Maerker*


Uma das coisas mais importantes, seja na nossa vida profissional ou na pessoal, são as parcerias que estabelecemos no decorrer do tempo. Seja com as pessoas que conhecemos na escola, na faculdade, seja com as pessoas de quem nos tornamos amigos, seja com familiares, seja com companheiros – parceria é a palavra da ordem.

Nada neste mundo é conseguido por conta própria – a única coisa que podemos fazer sozinhos e por conta própria é tomarmos nossas decisões. Mesmo assim, devemos conversar, analisar, verificar os prós e os contras – isto , normalmente, é feito por nós mesmos.

Mas, quando se trata de realizar, de fazer alguma coisa, de olhar para trás e verificar o que foi feito, aí sim, percebemos o valor da PARCERIA. E, significativamente, coloco a palavra em maiúsculo, e negrito, se quiserem. Uma palavra tão pequena, mas de um significado tão grande. 

Desde os tempos do Henry Ford, que disse que o que ele necessitava era o homem da cabeça para baixo, não queria que nenhum dos seus funcionários - perdão, empregados – pensasse, as coisas mudaram significativamente. E, penso eu, para melhor. 

Impossível pensar hoje em atingimento de metas, de objetivos, que não seja por e com parcerias. Impossível de pensar em fazer uma carreira, ser reconhecido, ter uma marca no mercado – se não for por parcerias. E, é claro, por merecimento. 

Então, temos mais um elemento para contabilizar – não basta ter só parcerias – elas precisam e devem ser frutíferas, trazerem vantagens para ambos os lados, valerem conhecimentos. 

Isto me faz lembrar a historinha dos dois andantes que se encontram no meio do caminho e, se trouxerem dois pães, cada um vai para o seu lado com um pão somente. Mas, se vierem com uma idéia, cada um deles vai para seu lado com duas idéias – a sua e a do outro... 

Parceria é o que faz a vida valer à pena. É a soma dos conhecimentos, é a divisão de sabedoria, é o aprendizado em conjunto, é o estabelecimento de metas que somam todas as capacidades ao invés de dividir. É a possibilidade de comemorar as vitórias e, se necessário, chorar as derrotas. Mas, em conjunto... 

Faço hoje minha homenagem à Vivian, minha sócia, parceira e, em última estância e, quando tínhamos tempo – filha. Ela partiu para novos desafios – maiores, diferentes, outros dos que já vivenciou. E que, tenho certeza, serão mais um sucesso na sua carreira. 

Desejo, de todo coração, muito sucesso. E, agradeço pela felicidade que tive de poder compartilhar, aprender e crescer junto com ela nos desafios que tivemos. Foi tudo muito bom, os tempos bons e os nem tanto – em todos soubemos aprender, crescer e tornar nossos nomes conhecidos. Queria agradecer a ela ter tido o privilégio de tê-la como parceira. E, invejo os que agora vão privar e desfrutar da sua parceria. 

Sucesso Vi!!! E, obrigada. Sobra a saudade, o respeito e o amor. Até a próxima.


*Stefi Maerker é Empresária, consultora, gestora de pessoas, conferencista e palestrante em eventos mundiais. Autora dos livros “Secretária–Uma Parceira de Sucesso”, 1999 e “Mulheres de Sucesso–Os segredos das mulheres que fizeram história”, 2000. Foi chairwoman e idealizadora dos Comitês de Secretárias e de Mulheres Executivas da Câmara Americana de São Paulo.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Como deixar sua marca no mercado


por Stefi Maerker*


Fiz inúmeras entrevistas esta semana e uma coisa que me chamou atenção é o porquê algumas pessoas me impressionam e outras não.

Como exemplo, entrevistei pessoas que tiveram vivência internacional e, contrariamente ao que se esperava, não lucraram “tecnicamente” nada com esta vivência, ou seja, voltaram sem falar o idioma (normalmente o inglês), não tiveram contato com a cultura local, ficaram restritos a grupos de amigos ou  pessoas para as quais faziam algum tipo de serviço e se mantiveram longe de qualquer tipo de conhecimento que pudesse agregar algum valor à sua “marca”.

Fico pasma de ver como há pessoas que desperdiçam oportunidades. Profissionais que não percebem quando a oportunidade aparece e nem a fazem surgir. E, quando não veem retorno, reclamam. 

Por oposição, e foi isto que salvou há minha semana (mais exatamente o meu fim de tarde de sexta-feira), entrevistei uma profissional que me encantou. Inicialmente não fiquei impressionada com o seu currículo; a única coisa que me chamou atenção foram os períodos que ela morou fora do Brasil, sendo o último na Irlanda, onde permaneceu por mais de 3 anos.

Quando vi a candidata, também não tive nenhuma impressão especial, a não ser pelo seu sorriso – era luminoso. E, finalmente sua atitude simpática me chamou a atenção. Quando alguém tem um sorriso tão envolvente, uma maneira de falar tão objetiva e direta, deve haver algo mais.

E, não me enganei. Que maravilha descobrir uma pessoa brilhante. Vinda de uma estrutura simples, mas provavelmente onde os valores são muito estimados, fez dos seus objetivos um lema da vida. Aos 32 anos é casada, viajou para diversos países, dominou os dois idiomas que queria aprender – fala francês e Inglês lindamente – e ainda tem uma carreira estruturada.

Perguntei à minha candidata qual era o valor mais importante para ela – e ela olhou nos meus olhos e respondeu – ora, a vida!!!

E, conclui que aprendi mais uma lição – reconhecer as pessoas, percebê-las, senti-las e, principalmente admirá-las. Uma pessoa que eu tinha acabado de conhecer-me fez reconhecer a sua “marca”. De repente, senti como se a conhecesse há muito tempo. Meu respeito por ela e por seus conhecimentos ficou selado com a imagem que ela me transmitia – de confiança, pro atividade, credibilidade, tudo isto confirmado por uma experiência consistente, com convites da empresa na qual atuava antes de viajar para o exterior para retomar o trabalho com eles, o que só a qualificava ainda mais. 

Não era só o seu sorriso que era brilhante – ela também o era. E, pensando nela, tive mais certeza do quão importante é a “marca” que deixamos no mercado. Não importa quantos anos de experiência temos o que importa é como foram vivenciadas estas experiências, que lembranças deixaram nas pessoas envolvidas, que sentimentos e sensações geraram. 

Ter uma “marca” que deixa saudade é ser reconhecido por aquilo que o profissional é e sabe fazer bem. Pedi referências à minha candidata – ela meu deu dois ex-chefes – um está no Japão e o outro na França – muito bem, farei contatos internacionais. 

Ganhei o meu dia e há minha semana foi encerrada brilhantemente – conheci uma profissional que me deixou encantada com o seu sorriso, sua experiência, mas principalmente, por seu amor à vida e ao que se propõe a fazer. Passei a respeitá-la e a reconhecer a sua “marca” de ser uma profissional merecedora de reconhecimento pela sua capacidade. Vou recomendá-la e torcer para que tenha sucesso. E, com um valor adicional - amor à vida!!!!



*Stefi Maerker é Empresária, consultora, gestora de pessoas, conferencista e palestrante em eventos mundiais. Autora dos livros “Secretária–Uma Parceira de Sucesso”, 1999 e “Mulheres de Sucesso–Os segredos das mulheres que fizeram história”, 2000. Foi chairwoman e idealizadora dos Comitês de Secretárias e de Mulheres Executivas da Câmara Americana de São Paulo.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Nossas escolhas


por Stefi Maerker*


Assisti ontem a uma palestra proferida por um consultor muito conhecido e amigo de longa data - Eduardo Shinyashiki, que falou sobre liderança. O que mais ficou na minha alma e na memória foi o fato de que tudo depende das nossas escolhas.

E, a partir deste momento, passei a analisar todas as pequenas atitudes que todos fazemos naturalmente, mas que, sem exceção, são frutos da escolha.

Aplicado ao mercado de trabalho o assunto fica mais interessante ainda. E, por entrevistar pessoas, conhecer suas experiências e compartilhar das suas escolhas, pude tirar algumas conclusões. 

O que faz uma pessoa tomar esta ou aquela atitude, o que a faz ficar numa empresa ou ir para outra? Conversei com uma assessora que estava se queixando de que não podia continuar a estudar porque o chefe demandava que ela ficasse além do horário, o que a impedia de comparecer às aulas.

Eu disse a ela que o problema não era este. O problema era que ela escolheu ficar até mais tarde, porque era mais importante atender à demanda do executivo do que buscar conhecimento e que a escolha tida sido dela e não do chefe. Após alguns exercícios de raciocínio chegamos à conclusão – ela e eu, de que era realmente ela quem tinha feito a escolha. E aí, ela me justificou – pois é, eu até pensei em estudar, mas desisti este ano. Ah, bom, agora pelo menos podemos encarar a situação pelo verdadeiro ponto de vista e pensar no futuro. E é a partir deste ponto é que eu quero estudar minhas possibilidades - como quero planejar e programar minha vida, meu futuro, meu crescimento.

Lembro de uma ocasião, quando tinha filhos pequenos, de  ter desistido de uma posição de secretária de Vice-Presidência de uma grande empresa e que ficava a poucas quadras da minha casa, em razão do horário maluco que era obrigada a fazer. Fui trabalhar de outro lado da cidade – 21km da minha casa,  e fiquei muito feliz. Saia às 5 da tarde podia buscar as crianças nas atividades que faziam fazer supermercado e todas as outras coisas nas quais uma mulher que trabalha fica envolvida. 

Fiz a escolha certa? Sim, nos meus padrões, aquele momento era importante para minha família e para mim. E, hoje, como fica? Hoje estes padrões mudaram, os filhos já cresceram, estão fora de casa e os meus parâmetros são outros. Isto anula aquela decisão? Em hipótese alguma. A reforça e me dá liberdade de trabalhar hoje até as 8 da noite sem me culpar, porque meu referencial hoje é diferente de ontem.

Acho que, antes de qualquer escolha, precisamos verificar o que realmente queremos o que é mais importante, o que nós move para este ou aquele lado. Mas, para isto, teremos que ser honestos, enxergar coisas que, às vezes,  não queremos ver mas que sem as quais poderemos tomar decisões erradas.

As nossas decisões têm que ser tomadas racionalmente, mas é a alma que tem que ficar satisfeita. Ser e se tornar feliz é a missão mais alta que alguém pode desejar para si mesmo. Se conseguirmos incluir nosso trabalho nesta sensibilidade, seremos capazes de nos tornarmos profissionais competentes, reconhecidos e, mais do que tudo, pessoas felizes, que brilham no firmamento corporativo. 

E pessoas que brilham são únicas, aquelas que a gente não esquece que passam a ser nosso modelo e referencial.

E, não é isto que queremos ser? Se for afirmativa a sua resposta, pense em como vai fazer suas escolhas daqui para frente – só com a razão, só com coração, ou com ambos, para ser feliz?

Espero que a sua escolha seja a última. Boa sorte !!!!! Escolha bem. E, principalmente, seja feliz com o que escolheu.



* Stefi Maerker é Empresária, consultora, gestora de pessoas, conferencista e palestrante em eventos mundiais. Autora dos livros “Secretária–Uma Parceira de Sucesso”, 1999 e “Mulheres de Sucesso–Os segredos das mulheres que fizeram história”, 2000. Foi chairwoman e idealizadora dos Comitês de Secretárias e de Mulheres Executivas da Câmara Americana de São Paulo.

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