terça-feira, 16 de novembro de 2010

Perceber o momento é aprender a crescer


por Stefi Maerker*


Estas últimas semanas foram especificamente movimentadas para mim. A cada dois dias estive em cidades diferentes, com pessoas diferentes, focos de atividade diferentes, mas em todos os lugares as pessoas tinham o mesmo intuito, isto é, ouvir, repensar e aplicar na sua atividade diária alguns conceitos novos para poder gerar melhor resultado.

Interessante notar como a pressão hoje é um fator comum em todos os segmentos. A pressão por resultados, busca de conhecimentos e principalmente vir a se tornar um profissional multifacetado, com várias possibilidades. E, em todos os casos, a finalidade é uma só – reconhecimento da sua capacidade profissional, possibilidade de crescimento e o alcance de novos objetivos e metas.

O que mais me surpreendeu foi uma profissional - assessora de presidente de uma das maiores indústrias automobilísticas – mulher bonita, centrada, muito competente e com uma visão a longo prazo. Ela me apresentou o projeto que coordena referente ao desenvolvimento da carreira do grupo de secretárias da empresa na qual atua. E, me apresentou também, o seu projeto particular, ou seja, está em véspera de atingir 60 anos, fato que me deixou perplexa, pois realmente não apresentava a idade que tinha. Além disto, iria atingi 40 anos de atividade na mesma empresa e acho que 20 como secretária de presidência. Tudo junto era surpreendente. Mas, nem pensa em parar – claro que vai sair da posição que ocupa atualmente, mas vai se dedicar à consultoria na área de conhece bem - secretariado - e se tornar uma consultora independente, prestando serviços para o seu antigo empregador.

Muitas mudanças, não? Pois é, aí é que está o desafio. Encaramos hoje o trabalho como não somente uma fonte de renda, mas uma fonte de vida, de busca de realização profissional e de satisfação pessoal. A minha interlocutora me mostrou que, quando se tem um projeto de vida e de carreira, não existe aposentadoria nos termos de parar e ser esquecida pelo mundo corporativo. Nos tempos que vivemos, temos possibilidades de mudar de carreira, o que inicialmente era um plano B, uma alternativa, passa a ser o plano A, o novo desafio para demonstrar sua competência profissional.

Após nosso encontro sugeri à minha interlocutora apresentá-la a diversos grupos para que possa compartilhar sua experiência. O fato de ter iniciado um projeto, estruturado o mesmo para que possa persistir e continuar existindo e ser atual, até os dias de hoje é uma vitória pessoal e profissional. A sensibilidade, aliada à técnica fez com que pudesse ter ido além do óbvio e transformar um grupo de profissionais numa marca, num referencial. Belíssimo projeto, digno de aplausos. Me fez pensar que o meu trabalho, estas viagens, esta corrida de estar num dia aqui e noutro lá, tem suas vantagens, que é conhecer pessoas que normalmente não teria oportunidade. E, ao fazê-lo me dá chance de repensar a minha própria vida, meus projetos e minhas metas. Ver alguém atingir seu objetivo repassa a energia aos que estão em volta e os faz se sentirem motivados a buscar os seus objetivos e se sentirem competentes para realizá-los. Para mim ficou a mensagem que só é um bom “ensinante” que é um bom “aprendente”.



* Stefi Maerker é Empresária, consultora, gestora de pessoas, conferencista e palestrante em eventos mundiais. Autora dos livros “Secretária–Uma Parceira de Sucesso”, 1999 e “Mulheres de Sucesso–Os segredos das mulheres que fizeram história”, 2000. Foi chairwoman e idealizadora dos Comitês de Secretárias e de Mulheres Executivas da Câmara Americana de São Paulo.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Uma lição de humanidade


por Stefi Maerker*


Hoje assisti, como todos ao redor do mundo, ao show que a equipe do Chile deu ao salvar os mineiros confinados debaixo da terra há mais de 60 dias. E, quando digo com o resto do mundo me refiro exatamente a isto – o mundo inteiro, que tem alcance à transmissão de TV - assistiu ao vivo e em cores a todos os procedimentos que foram feitos para tal.

Fiquei impressionada com vários aspectos - a globalização foi o primeiro dos assuntos que me impressionou, o alcance universal que o assunto atingiu, pela desgraça, pela união e pelas atitudes. E aí, vimos o presidente do Chile com alguns dos seus ministros lado ao lado dos familiares dos mineiros, ombro a ombro com o mesmo ideal – tirá-los da privação e devolvê-los sãos e salvos à vida na terra.

Em segundo plano, percebi o planejamento que havia por detrás de todas as atividades – desde as pessoas presentes até todos os mínimos cuidados nas peças que seriam utilizadas, visão e revisão de todo funcionamento para que nada deixasse de funcionar da forma que deveria, porque se o fizesse poriam em perigo de vida as pessoas que delas dependiam.

E, por último, a felicidade estampada nos rostos a cada pessoa que retornava à terra – de um lado, os mineiros – cada um com seu jeito particular, um mais discreto, outro mais falante, vibrante e de outro lado a equipe que fez o salvamento,  fazendo as pessoas ao seu lado vibrarem pela parte que lhes cabia nesta conquista .

E fiquei imaginando se poderíamos nos espelhar nestas pessoas que passaram por um período tão difícil e cheio de privações e pudéssemos aprender alguma coisa.

Em primeiro lugar, as coisas acontecem e nós muitas vezes não podemos mudar o fato mas podemos mudar como vamos reagir a ele. Portanto, há coisas externas sobre as quais não temos poder, mas sobre o nosso comportamento sim, sobre como vamos reagir ao que acontece no mundo somos totalmente responsáveis, portanto a primeira lição está aí – escolher que tipo de atitude vamos ter com o quê acontece a nós.

Posteriormente, querer se destacar, fazer o melhor que pudermos e dentro das nossas competências para que a nossa equipe atinja o resultado desejado. E, se, além disto, puder ainda ultrapassar o resultado, melhor ainda. O mercado vai reconhecer o nosso desempenho, a nossa personalidade, a nossa marca.

Hoje fiquei feliz como ser humano – eu, como todo o resto do mundo – estava torcendo pela efetividade do processo de salvação e, ainda que de maneira insignificante, com uma parcela muito pequena, achei que colaborei torcendo para que tudo desse certo.

O mundo deu hoje uma lição de civilidade. Vivemos agora uma boa época para aprendê-la. Tomara que ajude nas decisões que teremos que tomar.

E, deu!!! Aprendi uma grande lição – com a natureza não se brinca. Ela tem suas próprias leis. Cabe a nós respeitá-las e aprender a conviver com elas da melhor forma possível.


*Stefi Maerker é Empresária, consultora, gestora de pessoas, conferencista e palestrante em eventos mundiais. Autora dos livros “Secretária–Uma Parceira de Sucesso”, 1999 e “Mulheres de Sucesso–Os segredos das mulheres que fizeram história”, 2000. Foi chairwoman e idealizadora dos Comitês de Secretárias e de Mulheres Executivas da Câmara Americana de São Paulo.


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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Parceria no Mercado de Trabalho


por Stefi Maerker*


Uma das coisas mais importantes, seja na nossa vida profissional ou na pessoal, são as parcerias que estabelecemos no decorrer do tempo. Seja com as pessoas que conhecemos na escola, na faculdade, seja com as pessoas de quem nos tornamos amigos, seja com familiares, seja com companheiros – parceria é a palavra da ordem.

Nada neste mundo é conseguido por conta própria – a única coisa que podemos fazer sozinhos e por conta própria é tomarmos nossas decisões. Mesmo assim, devemos conversar, analisar, verificar os prós e os contras – isto , normalmente, é feito por nós mesmos.

Mas, quando se trata de realizar, de fazer alguma coisa, de olhar para trás e verificar o que foi feito, aí sim, percebemos o valor da PARCERIA. E, significativamente, coloco a palavra em maiúsculo, e negrito, se quiserem. Uma palavra tão pequena, mas de um significado tão grande. 

Desde os tempos do Henry Ford, que disse que o que ele necessitava era o homem da cabeça para baixo, não queria que nenhum dos seus funcionários - perdão, empregados – pensasse, as coisas mudaram significativamente. E, penso eu, para melhor. 

Impossível pensar hoje em atingimento de metas, de objetivos, que não seja por e com parcerias. Impossível de pensar em fazer uma carreira, ser reconhecido, ter uma marca no mercado – se não for por parcerias. E, é claro, por merecimento. 

Então, temos mais um elemento para contabilizar – não basta ter só parcerias – elas precisam e devem ser frutíferas, trazerem vantagens para ambos os lados, valerem conhecimentos. 

Isto me faz lembrar a historinha dos dois andantes que se encontram no meio do caminho e, se trouxerem dois pães, cada um vai para o seu lado com um pão somente. Mas, se vierem com uma idéia, cada um deles vai para seu lado com duas idéias – a sua e a do outro... 

Parceria é o que faz a vida valer à pena. É a soma dos conhecimentos, é a divisão de sabedoria, é o aprendizado em conjunto, é o estabelecimento de metas que somam todas as capacidades ao invés de dividir. É a possibilidade de comemorar as vitórias e, se necessário, chorar as derrotas. Mas, em conjunto... 

Faço hoje minha homenagem à Vivian, minha sócia, parceira e, em última estância e, quando tínhamos tempo – filha. Ela partiu para novos desafios – maiores, diferentes, outros dos que já vivenciou. E que, tenho certeza, serão mais um sucesso na sua carreira. 

Desejo, de todo coração, muito sucesso. E, agradeço pela felicidade que tive de poder compartilhar, aprender e crescer junto com ela nos desafios que tivemos. Foi tudo muito bom, os tempos bons e os nem tanto – em todos soubemos aprender, crescer e tornar nossos nomes conhecidos. Queria agradecer a ela ter tido o privilégio de tê-la como parceira. E, invejo os que agora vão privar e desfrutar da sua parceria. 

Sucesso Vi!!! E, obrigada. Sobra a saudade, o respeito e o amor. Até a próxima.


*Stefi Maerker é Empresária, consultora, gestora de pessoas, conferencista e palestrante em eventos mundiais. Autora dos livros “Secretária–Uma Parceira de Sucesso”, 1999 e “Mulheres de Sucesso–Os segredos das mulheres que fizeram história”, 2000. Foi chairwoman e idealizadora dos Comitês de Secretárias e de Mulheres Executivas da Câmara Americana de São Paulo.

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